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sábado, 23 de novembro de 2013

Mix do Marketing


Introdução:


O Marketing possui como característica a satisfação de uma necessidade ou desejo percebido na sociedade, através da promoção e distribuição de produtos ou serviços que tragam algum valor para o seu público-alvo.

Para que uma oferta seja bem sucedida, torna-se necessário o uso de ferramentas que capturem o que de fato, traz satisfação para o consumidor/cliente, sem negligenciar a estrutura da organização ofertante; para que o gestor tome decisões sobre qual produto ofertar, a qual preço e como será distribuído e divulgado, é vital que se faça uso do chamado Mix do Marketing ou também chamado “4P”s: conjunto de elementos que contribuem para o posicionamento de uma organização no mercado; formado pelo produto (product), preço (price), praça (place) e promoção (promotion), o Mix do marketing auxilia o gestor na tomada de decisões, contribuindo para o alcance dos objetivos do marketing de uma organização.


Produto:

O produto pode ser definido, de acordo com Filipe Sobral (2013), como qualquer coisa que possa ser ofertada no mercado para aquisição, uso ou consumo, que traga satisfação de necessidades ou desejos do consumidor/cliente; não diz respeito apenas a objetos físicos, mas também a eventos, serviços, informações, ou seja, tudo aquilo que possa vir a satisfazer uma necessidade ou desejo. É considerado o elemento central do marketing, já que todas as informações sobre preços, distribuição e comunicação serão contempladas após a identificação de qual produto ofertar ao público que se pretende atingir.

O produto está relacionado com os benefícios que serão obtidos pelo cliente através do processo de compra; estes benefícios podem ser categorizados da seguinte forma:

1.      Benefícios funcionais: dizem respeito às funções específicas do produto; é esperado pelo consumidor, por exemplo, que um automóvel funcione corretamente após a compra.
2.      Benefícios sociais: referem-se ao status promovido pela compra de determinado produto, como a aquisição de uma camisa de uma marca famosa.
3.      Benefícios psicológicos: correspondem as necessidades pessoais satisfeitas com determinados produtos; um exemplo a ser dado seria a compra de livros de autoajuda, que possuem a função de motivar o leitor.

Geralmente, o consumidor procura satisfazer mais de uma necessidade através da aquisição de um produto que lhe proporcione mais de um benefício. Com base nisto, tem-se que o produto, de acordo com as necessidades e benefícios esperados pelo consumidor, pode ser:

1.      Produto Básico: produto que proporciona apenas o benefício funcional, sem adicionais, como uma água mineral normal.
2.      Produto Esperado: produto acoplado a benefícios que o consumidor espera com a compra; seriam os atributos que o consumidor espera de um produto, como a compra de um automóvel que seja confortável e seguro.
3.      Produto Ampliado: produto com adicionais que oferecem outros benefícios ao consumidor, como a linha de água mineral da marca Aquarius, que possui sabor de frutas. Outro exemplo é o iogurte da marca Activia; após ter seu foco no benefício funcional, que era o de regular o intestino, atualmente, a marca volta-se para outro aspecto, o sabor, agregando um adicional e passando a ser um produto ampliado.
4.      Produto Potencial: refere-se ao que o produto pode vir a ser no futuro. Neste nível se desenvolvem pesquisas que possam diferenciar o produto e surpreender o cliente; é bastante comum no ramo da informática.


Desta forma, ao formular políticas voltadas para o produto, torna-se importante, que em primeiro lugar, sejam reconhecidas pelo gestor as necessidades funcionais que devem ser satisfeitas pelo produto; logo após, deve-se verificar se o produto é adequado aos seus consumidores, assim como os benefícios que poderão ser adicionados ao produto, de forma a surpreender o cliente e manter a competitividade no mercado.

O gestor deve também estar apto para gerenciar o ciclo de um produto; de acordo com Filipe Sobral (2013) e com o SEBRAE, o produto passa por 5 fases, que serão vistas a seguir:


1.              Concepção: fase de desenvolvimento de um novo produto.

2.              Introdução: inserção do produto no mercado, com crescimento lento das vendas em função das despesas incorridas e pagas para a introdução do produto.

3.              Crescimento: crescimento nas vendas do produto por causa de sua aceitação no mercado.

4.              Maturidade: período com diminuição do crescimento das vendas, quando a maioria dos clientes potenciais já foi conquistada e quando há aumento da concorrência.

5.              Declínio: queda das vendas do produto e diminuição dos lucros.



Praça:

O conceito de praça relaciona-se a distribuição do produto no mercado; compreende políticas sobre entrega de produto, quantidade correta a ser entregue, momento e local certo de distribuição, dentre outros processos.   

O gestor de marketing deve levar em consideração quais os canais que serão utilizados para distribuir o produto no mercado, visto que estas decisões são difíceis de serem alteradas em virtude do alto investimento e dos contratos realizados em longo prazo. Devem ser analisados também pelo gestor, processos de transporte do produto, nível de estoque, armazenagem e a localização geográfica dos pontos de venda.
Com relação aos canais de distribuição, o gestor deverá escolher qual o tipo de canal a ser utilizado; são vários os sistemas usados pelas organizações para distribuírem o produto no mercado, como através de consultores ou representantes (Natura), franquias (McDonald’s), vendas on-line pelo site da organização, entre outros. Optar por canais próprios significa elevado investimento financeiro, entretanto, há maior controle na distribuição do produto e qualidade nas informações a respeito dos clientes.    

Logo após a escolha do canal de distribuição, deve ser definida a intensidade da distribuição do produto, que se refere à quantidade de pontos de venda e sua localização geográfica; o gestor pode optar por uma distribuição exclusiva (um único distribuidor na região), intensiva (maior número possível de revendedores, procurando maximizar sua cobertura no mercado) ou seletiva (número limitado de distribuidores).



Promoção:

 É um conjunto de políticas voltadas para a comunicação da organização com seus consumidores; é chamado de promoção, pois possui o objetivo de promover os produtos da empresa e de convencer o consumidor a adquirir um produto.


A comunicação na organização deve ser entendida como um processo que primeiramente, busca identificar o público-alvo a que se dirige, pois isso afetará as decisões sobre o que, como, quando, onde e quem deverá estabelecer a comunicação com os clientes; logo após, deve ser definido o objetivo que se pretende atingir com a organização, sempre acompanhando a reação do mercado. Após isto, seleciona-se o tipo de mensagem que será transmitido, assim como os argumentos que deverão estar presentes no conteúdo da mensagem. Em seguida, deve-se realizar um orçamento da comunicação que será feita com base nas discussões feitas entre as áreas funcionais, como finanças e marketing. Por fim, busca-se o controle e a avaliação dos resultados, que objetiva observar possíveis falhas e evitar erros maiores no futuro.


Principais ferramentas de promoção:


1.              Publicidade: apresentação de mensagens e anúncios de forma unilateral e impessoal, que possui o objetivo de informar ou persuadir o consumidor a respeito de determinado produto ou serviço.

2.              Promoção de Vendas: ferramentas que desenvolvem e aceleram as vendas de um produto utilizando incentivos que estimulam as vendas, como cupons, amostras grátis, e descontos.

3.              Venda Direta: comunicação oral e direta com o consumidor que permite maior interação e pessoalidade nos argumentos de venda.

4.              Relações Públicas: construção de relações com os públicos com o qual a organização interage, através da divulgação das atividades da empresa, construindo desta forma uma boa imagem organizacional

Outra forma bastante útil de divulgação de produtos é o chamado boca a boca, uma forma de comunicação que consiste na proliferação de opiniões pessoais a cerca de um determinado produto no mercado.  Quando o produto é considerado bom, tende a ser comentado entre as pessoas, aumentando suas vendas; o contrário também tende a acontecer caso o produto ou serviço seja considerado ruim.



Preço:


O preço é o montante de dinheiro que será pago pelo cliente por um produto ou serviço; é o único elemento do Mix do marketing que gera receita.  O Estabelecimento do preço de um produto é uma tarefa complexa que envolve conhecimentos da rentabilidade da empresa; qualquer decisão sobre o preço irá afetar a imagem de um produto no mercado e tem impacto na decisão do consumidor sobre comprar ou não o produto.  


Algumas empresas são forçadas a adotar o preço que o mercado estabelece (empresas “price takers”) por causa da impossibilidade de adotar um preço diferenciado (empresas típicas da concorrência perfeita), enquanto outras possuem liberdade de estabelecerem seus próprios preços (empresas “price makers”).

Para definir o preço de um produto, devem-se considerar, além da estrutura de mercado, os custos de produção, os objetivos da empresa, o valor percebido pelo cliente (expectativa do consumidor quanto aos benefícios versus seu custo de aquisição), entre outros.  O Gestor deve ter a habilidade de gerenciar os preços de um produto em longo prazo; alterações nos preços devem ser feitas com cautela, principalmente as de redução, visto que podem originar guerra de preços entre as empresas.



Conclusões:


A eficácia do Mix do marketing irá depender da sincronização de todos os elementos do composto; as estratégias dos 4P’s devem ser definidas de forma integral. Não seria eficaz, por exemplo, distribuir um produto que não fora devidamente comunicado ou ofertar um ótimo produto que não possui um preço bem ajustado. É necessária uma integração de todos os elementos para que o marketing de uma organização, de fato, possua êxito no cumprimento dos seus objetivos.





Bibliografia:

SEBRAE. Ciclo de vida de um produto. Disponível em:                                                    <  http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/melhore-seus-produtos/gestao-de-produtos/258-ciclo-de-vida-do-produto/BIA_258>. Acesso em: 23 de Nov. de 2013, ás 21 horas e 23min.

SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: Teoria e prática no contexto brasileiro. 2º ed. São Paulo: Person Education, 2013, capítulo 10.

BRUNI, Adriano Leal; UFBA, Empresa Júnior ADM. Manual do Empreendedor. 1º ed. Salvador: Infinita, 2012, capítulo 4.




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Noções básicas sobre Marketing

Introdução:

O mercado atual se caracteriza por uma intensa competição entre as organizações, de forma que todas elas buscam atrair, da melhor forma, o olhar da sociedade; não basta apenas produzir bons produtos ou serviços; torna-se fundamental produzir bens ou serviços que satisfaçam as necessidades identificadas no mercado; é necessário conhecer o cliente/consumidor e planejar da melhor forma como conquista-lo. Ter conhecimentos da área do marketing torna-se então o grande diferencial que poderá levar uma organização á frente das demais ou não. 



1. Conceitos:

O Termo “Marketing” pode receber inúmeras definições diferentes, de acordo com a percepção de um determinado autor; de acordo com Phillip Kotler (2006), o marketing é um “processo social por meio do qual as pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”.  Para Michael J. Etzel (2001), “é um sistema total de atividades de negócios, desenvolvido para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos dos mercados-alvo e atingir objetivos organizacionais”. Na concepção de Filipe Sobral e Alketa Peci (2013), o marketing é “o processo de planejar e executar o desenvolvimento, o preço, a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços, para criar e trocar valor com os clientes”.

Pode-se então concluir, que o Marketing é o processo que identifica as necessidades dos membros de um grupo e as transforma em produtos e/ou serviços que irão trazer satisfação e valor para o cliente ou consumidor, que por sua vez, responderá ás ofertas de acordo com sua renda e preferências.


2. Histórico:

Inicialmente, as estratégias das organizações baseavam-se na produção; não havia preocupação com os clientes e suas especificidades, pois com o excesso da demanda, tudo o que era produzido, era absorvido pelo mercado. Um grande exemplo a ser citado, é a proposta de Henry Ford, produtor automobilístico, com o seu modelo de carro, o famoso modelo T. Através da frase “posso produzir carros de qualquer cor, desde que sejam pretos”, percebe-se que a palavra de ordem na época não era a diferenciação. Como o modelo T atingiu uma marca de carros produzidos espetacular (dez milhões de automóveis), não tinha necessidade de produzir carros diferentes para serem ofertados aos consumidores. A preocupação estava em aumentar a quantidade de carros produzidos, ou seja, no aumento da eficiência nas organizações. Com o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, as organizações possuíam um aparato tecnológico mais desenvolvido, de forma que a produtividade foi bastante elevada, criando uma relação desproporcional entre oferta e demanda; como muitas organizações estavam produzindo, havia um excesso na oferta que possibilitava ao consumidor o direito de escolher. Não havia mais sentido produzir em massa sem levar em consideração o poder do cliente, visto que havia o risco de perder a competitividade e entrar em decadência. Nasce então, um novo momento para o marketing, em que as estratégias deixam seu foco no produto e passam a serem orientadas com base no cliente. A orientação atual do mercado coloca o cliente no centro da organização, buscando através de pesquisas de mercado, identificar as necessidades expostas ou não na sociedade. Vários produtos e serviços são desenvolvidos de forma a satisfazer esses anseios, levando em consideração o público-alvo da organização, a forma como serões promovidos esses bens e serviços e principalmente o tempo, que de acordo com Sobral (2013)“sofistica a necessidade”.


3. Aplicabilidade:

O marketing pode ser aplicado em qualquer tipo de organização que deseje manter sua competitividade no mercado ou que deseje influenciar a sociedade. A aplicação mais perceptível das estratégias do marketing encontra-se na venda de bens tangíveis ou produtos, como alimentos e eletrodomésticos, ou na venda de serviços, como os das empresas aéreas. Outro negócio em que são encontradas técnicas do marketing é o de promoção de pessoas; várias celebridades atualmente contam com uma equipe bem qualificada que as auxiliam na sua promoção como artista. Encontram-se também as estratégias do marketing:

- Na política, com o objetivo de influenciar ideias e ações quanto ás atividades governamentais, como os comerciais de divulgação do andamento das obras públicas;

- Na cultura, através da divulgação de ações esportivas, científicas ou educacionais, como as campanhas para o evento musical Rock In Rio;

- Na promoção de lugares, como estados e cidades, com o objetivo de aumentar o turismo e fortalecer a economia;

- Na construção de uma imagem positiva de uma determinada organização á sociedade;

- Na comercialização de informações, através de livros, faculdades, escolas, entre outras, mediante um determinado preço (tem-se aqui a noção de informação como “produto”).



4. Características:


O estudo do marketing se caracteriza nas organizações pelos seguintes fatores:

- Análise do ambiente em que a organização está inserida, através do estudo do público-alvo da organização e da identificação de suas necessidades e desejos, assim como possíveis ameaças á aquisição de seus produtos e/ou serviços, através de uma pesquisa de mercado; análise da concorrência e de suas estratégias e objetivos, assim como a estrutura de mercado competitivo em que a organização se insere; ambiente interno da organização, verificando seus pontos fortes e fracos, seus recursos disponíveis e seus objetivos.

- Segmentação de mercado: ocorre quando a organização, dentro do seu setor de atuação, identifica potenciais consumidores e os divide de acordo com suas características e comportamentos. O objetivo é alcançar os consumidores e satisfazer suas necessidades de acordo com os seus segmentos.

- Seleção do mercado-alvo: avaliação dos segmentos de mercado e escolha do público que a organização deseja servir. 

- Posicionamento do Marketing: modo como a oferta da organização será diferenciada na mente dos seus clientes em relação á concorrência. É como a empresa quer ser vista no mercado. Quem realmente define o posicionamento de uma organização são os receptores da organização, os clientes.

- Composto do Marketing: conjunto de ferramentas que a empresa utiliza para satisfazer a demanda do mercado. Conhecido como “4Ps do Marketing”, este composto é formado por: preço, produto, promoção (divulgação) e praça (distribuição). O preço refere-se ao volume que será cobrado por um produto ou serviço; envolve decisões como formas de pagamento, financiamento, preço de venda, etc. O produto é aquilo que será ofertado no mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo; suas políticas incluem o design, rótulo, qualidade e garantias que o acompanharão. A promoção refere-se às estratégias utilizadas para vender o produto; a todas as formas de comunicação que serão utilizadas para criar um contato como cliente. Por fim, a praça envolve todos os meios de distribuição do produto no mercado; os postos de vendas.



5. Outros conceitos importantes para o estudo do marketing:


- Mercado: conjunto de compradores e vendedores que efetuam transações mediante um produto ou serviço.

- Nicho: porção específica de um mercado, com necessidades e hábitos específicos.

- Cliente: aquele que paga pelo produto, mas que não necessariamente o consome.

- Consumidor: aquele que consome o produto, mas que não necessariamente paga pelo produto.

- Necessidade: requisito humano básico, como fome e sede.

- Desejo: “necessidade” direcionada a objetos específicos que possa satisfazê-la.

- Troca: obtenção de um produto desejado de alguém oferendo algo em troca.

- Transação: troca de valores entre duas ou mais partes.

- Valor: aquilo que atende as necessidades físicas e emocionais do cliente.



Bibliografia:

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: a Bíblia do Marketing. 12ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006. (confirmar dados)

SERRANO, Daniel Portillo. Portal do Marketing. Disponível em: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/O_que_e_marketing.htm>. Acesso em: 21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 21min.

RAMOS, Rogério. Definições de Marketing. Disponível em:                                                    < http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-marketing/>. Acesso em:  21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 23min.

SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: Teoria e prática no contexto brasileiro. 2º ed. São Paulo: Person Education, 2013, capítulo 10.

BRUNI, Adriano Leal; UFBA, Empresa Júnior ADM. Manual do Empreendedor. 1º ed. Salvador: Infinita, 2012, capítulo 4.



Resumo elaborado por: Mary Angela Matos de Souza






segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Conceitos de Marketing


O Termo “Marketing” pode receber inúmeras definições diferentes, de acordo com a percepção de um determinado autor; de acordo com Phillip Kotler (2006), o marketing é um “processo social por meio do qual as pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”.  Para Michael J.ETZEL (2001), “é um sistema total de atividades de negócios desenvolvidas para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos dos mercados-alvo e atingir objetivos organizacionais”. 

Pode ser considerado ainda como “uma atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, distribuir e efetuar a troca de ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e a sociedade como um todo”. (American Marketing Association – AMA, 2008).

Podemos então concluir que o Marketing é um processo que identifica as necessidades dos membros de um grupo e as transforma em produtos e/ou serviços que irão trazer satisfação e valor para o cliente ou consumidor, que por sua vez, responderá ás ofertas de acordo com sua renda e preferências.


Bibliografia:

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: a Bíblia do Marketing. 12ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006. (confirmar dados)
SERRANO, Daniel Portillo. Portal do Marketing. Disponível em: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/O_que_e_marketing.htm>. Acesso em: 21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 21min.

RAMOS, Rogério. Definições de Marketing. Disponível em:                                                    < http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-marketing/>. Acesso em:  21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 23min. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Que é Marketing Multinivel (MMN)?



MMN é um acrônimo para Marketing Multinível, que é também muito conhecido por Marketing de Rede ou Marketing de Relacionamento.
Como o nome sugere, múltiplos níveis de pessoas divulgam produtos para consumidores. Um representante de vendas (também chamado de distribuidor, membro, consultor ou semelhante dependendo da empresa) consegue consumidores e também patrocina e treina outros representantes a fazer o mesmo que ele. Isso acaba criando uma rede de relacionamentos, dai os nomes Marketing de Rede e Marketing de Relacionamento.


Um sistema de marketing em múltiplos níveis é o que todas as empresas querem (tradicionais ou MMN). Se você já viu uma empresa tradicional anunciar algo como: “Indique um amigo e ganhe um desconto na próxima compra“, você já ouviu falar de Marketing Multinível. Todos os ramos de negócio usam essa técnica. Profissionais liberais (médicos, dentistas, contadores,…) conseguem a maioria dos seus clientes baseado em indicações pessoais. Todos esses negócios estão simplesmente tentando fazer com que seus clientes atuais divulguem e distribuam seus produtos e serviços para novos potenciais clientes.
A Empresa Tradicional
Numa empresa tradicional, um gerente de vendas e alguns representantes de vendas são contratados. A empresa então está limitada tanto ao número de pessoas que elas podem contratar de acordo com os recursos financeiros que a empresa dispõe para pagar salários, quanto a quantidade de pedidos que um gerente pode atender. Uma vez que um gerente esteja bastante atarefado, ela pode contratar um novo gerente, ou quem sabe promover um dos representantes. Se comparado ao MMN, esse talvez seja o modelo de marketing “multi-largura” uma vez que a empresa cresce horizontalmente, ao invés de verticalmente.


A Empresa de MMN (Marketing Multinível)
Uma empresa de MMN começa recrutando uma pessoa, que consegue consumidores e patrocina novos representantes (até aqui é igual ao modelo tradicional). A diferença é que cada representante tem a opção de se tornar um gerente e patrocinar outros representantes. A empresa de Marketing de Rede não paga salários, ela paga comissões; portanto não existe limite para o número de representantes ou gerentes que a empresa pode recrutar. Isso é benéfico tanto para a empresa, devido à rápida expansão com menos risco, quanto para os representantes, pois suas rendas não estão limitadas ao quanto eles podem vender. Uma vez que recebem comissões extras por terem treinado outros representantes.


De fato, Marketing de Rede, Marketing Multinível, ou simplesmente MMN é um dos cinco principais métodos usados pelas empresas para vender e distribuir produtos e/ou serviços para o consumidor.
Todas as empresas (MMN ou tradicionais) têm um ponto forte em comum: elas de um modo fornecem um produto ou serviço que melhora de algum modo a vida do consumidor. Uma vez que uma empresa tenha tal produto ou serviço, elas precisam torná-lo amplamente conhecido. Elas alcançam isso com a distribuição de tal item. Distribuir um produto envolve encontrar um consumidor e fazer com que esse produto chegue até as mãos desse consumidor. Existem então cinco maneiras de distribuir um produto ou serviço:
As Cinco Principais Maneiras de Distribuir um Produto ou Serviço
Varejo: a empresa aluga ou compra um ponto numa área geográfica propícia (em geral um lugar que passa um bom número de pessoas) e contrata vendedores para atender as necessidades dos clientes que vêm até a loja.
Mala-Direta: a empresa compra uma lista de endereços. Contrata um gerente de marketing para escrever um catálogo de produtos e serviços que será então enviado pelo correio para os potenciais clientes.
Tele-Marketing: a empresa compra uma lista de números de telefone. Contrata e treina representantes para ligar para os potenciais clientes e vender produtos e serviços pelo telefone.
Internet: a empresa cria um site na internet e o anuncia para conseguir visitantes. A comunicação com o cliente é feita em geral de modo escrito.
MMN: a empresa recruta um representante para vender produtos e dá o direito desse representante encontrar e treinar outros representantes para fazer o mesmo.
Cada um dos cinco métodos acima pode usar técnicas de um ou mais dos outros métodos. Em outras palavras, uma empresa de varejo não está limitada às pessoas que passam pela frente da loja. Ele pode anunciar no rádio, televisão, enviar mala-direta e acima direcionar mais clientes até a loja. Isso pode aumentar sensivelmente o número de clientes.
De modo similar, um representante de uma empresa de Marketing Multinível pode usar técnicas de todos os outros quatro métodos e também pode falar com amigos e familiares. Assim como o proprietário de um ponto de varejo (como uma loja ou restaurante) pode falar com seus amigos e familiares sobre o seu negócio.
Então, o que é Marketing Multinível? O principal ponto a ser entendido é que distribuir um produto significa torná-lo conhecido. O MMN e as outras quatro maneiras citadas são simplesmente métodos usados para tornar um produto conhecido.
MMN é Orgânico
De modo orgânico, a Marketing de Rede é um modelo fantástico. Por “orgânico”, eu quero dizer que se tirarmos todo o ruído e excitação em volta desse modelo e olharmos para ele de modo conceitual, veremos que é o modo mais puro para colocarmos um produto nas mãos do consumidor e que também é o modo mais puro para sermos compensados pelo trabalho.
Veja o por quê:
1. No estado orgânico uma pessoa compartilha um produto de valor com outra pessoa (não por que ela irá lucrar, mas porque o produto é realmente bom). “Eu gosto disso, e acredito que você possa gostar também.” Isso é puro.
2. Uma pessoa compartilha uma idéia de negócio com outra pessoa – essa é a base de todos os negócios ao longo da história. “Eu encontrei um negócio que eu gostei muito e talvez você queira trabalhar comigo.” Isso também é puro.
3. A pessoa que mostrou o negócio para outra SOMENTE irá lucrar SE a pessoa para quem ela mostrou tiver sucesso no desenvolvimento do negócio – isso é uma atitude responsável e também é pura.
Esses três itens são os conceitos orgânicos do Marketing de Rede que, no meu ponto de vista, são absolutamente brilhantes.
Se você olhar para a essência do marketing tradicional, você verá uma pessoa escrevendo um anúncio e 98% das pessoas que o lêem não fazem nada (um excelente profissional de marketing pode conseguir 10% de resposta, a média é de 2%).
Olhe ao seu redor e veja tudo que é necessário para mover um produto até o consumidor no modo “tradicional”, e você verá muitas ações e recursos desperdiçados. Você pode imaginar o quão mais limpa e pura seria uma cidade sem anúncios? Pense no número de árvores que são consumidas em nome da publicidade, e de todo esse material que é tratado como lixo depois de um tempo.
Talvez uma boa maneira de descrever o Marketing Multinível seja demonstrando o quão similar a uma empresa tradicional o MMN é, e também o quão diferente. Veja esse diagrama e entenderá.



Por favor, entenda que não estou criticando o uso das árvores e a poluição visual, ou a publicidade de modo geral – só usei isso para que você percebesse a quantidade de ações e recursos que desperdiçadas para mover um produto até o consumidor, se comparado à simplicidade de uma pessoa se comunicando com outra. Nada mais.

FONTE: http://www.ondeestaodinheiro.com.br/o-que-e-marketing-multinivel-mmn

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