quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Resumo - A Formação Econômica do Brasil

Palavras-chave: Portugal, Colônia, Brasil, Exploração.

1.      INTRODUÇÃO


O Livro Formação Econômica do Brasil, escrito pelo economista Celso Furtado, aborda a formação produtiva do Brasil através de uma metodologia diferenciada, combinando aspectos históricos com análises econômicas. Dividido em 5 partes, que são os 5 ciclos econômicos mais importantes da história do Brasil, o livro é fruto das análises de Furtado sobre a economia Brasileira e sobre sua formação.  Este resumo tem  como objetivo,  sintetizar os aspectos mais importantes da parte I livro, “Fundamentos Econômicos da Ocupação Territorial”.

2.      RESUMO


O Livro inicia sua abordagem citando um grande acontecimento que marcou a Idade Moderna: a expansão comercial europeia através das grandes navegações, que trouxe como consequência a conquista de novas terras. A princípio, as terras americanas não despertaram muito interesse no povo português. A partir de 1530, a ocupação das novas terras passa a ser uma questão não somente econômica, mas também política; a descoberta de ouro nas terras conquistadas pela Espanha leva outros países a ambicionarem as terras americanas, como os povos franceses e ingleses, que não reconheciam o Tratado de Tordesilhas firmado entre Portugal e Espanha.
De acordo com o autor, para não perder as novas terras, Portugal foi forçada a, efetivamente, ocupar a colônia. O desejo de encontrar ouro no Brasil também pesou na decisão portuguesa de “investir” no Brasil. Entretanto, Portugal não dispunha de recursos suficientes para defender as novas terras em longo prazo, tendo que encontrar então, outra forma de utilização econômica, que não fosse a busca por metais preciosos. Decidiu-se dar início a exploração agrícola das terras americanas, através do plantio da cana-de-açúcar, ciclo econômico que marcou a história do Brasil e que fez parte da economia europeia.
Os portugueses já tinham iniciado a produção da cana-de-açúcar em larga escala nas Ilhas do Atlântico há alguns anos, desenvolvendo não somente as técnicas de cultivo, mas os equipamentos dos engenhos de açúcar em Portugal. Sem esta experiência anterior, segundo o autor, Portugal provavelmente não teria obtido êxito na produção agrícola no Brasil.
O negócio açucareiro português conta com a participação do capital holandês, que se constitui fator importante para a consolidação e expansão da empresa açucareira no Brasil. Os holandeses, segundo Furtado, eram os únicos a possuírem uma organização comercial para introduzir no mercado um produto relativamente novo, como era o açúcar. Além do apoio financeiro dos holandeses e a experiência portuguesa com o açúcar, era necessária uma grande massa de mão-de-obra barata para tornar viável a produção agrícola no Brasil. Como seria bem mais custoso transportar a mão-de-obra de Portugal, pensou-se então no sistema de escravidão de negros africanos.  Todos estes impasses foram resolvidos a tempo, fazendo com que a empresa agrícola obtivesse êxito, fortalecendo assim, o motivo da presença e do esforço dos portugueses nas terras americanas.
A Espanha, entretanto, continuava empenhada em extrair metais preciosos das terras que lhe cambiam por conta do Tratado de Tordesilhas; por conta da escassez de transporte entre as colônias, os gastos com o frete dos produtos era bastante elevado. Com o tempo, a Espanha entrou em uma situação econômica desfavorável, provocando um déficit na balança comercial. O declínio da Espanha atingiu também as suas colônias, visto que a única produção implantada nas terras americanas foi a mineração. De acordo com Furtado, a Espanha tinha grandes chances de obter sucesso nas novas terras se tivesse decidido pela economia baseada em produtos tropicais, como o próprio açúcar. Porém, a própria decadência da Espanha tornou esta possibilidade inviável, facilitando assim, o sucesso da colonização agrícola portuguesa, por falta de concorrência.
O sistema econômico baseado na exploração da cana-de-açúcar começou a mudar de quadro quando foi estabelecida a guerra da Holanda contra Portugal, a partir do momento em que ela foi unida á Espanha. De acordo com o autor, os holandeses controlavam praticamente todo o comércio que era realizado através das navegações dos países europeus no início do século XVII. Era quase impossível distribuir um produto como o açúcar pela Europa, sem o auxílio dos holandeses; estes, por sua vez, não iriam renunciar a parte que lhes cambia por auxiliar na expansão da empresa açucareira. Como os holandeses estiveram um bom tempo no Brasil, foram adquiridas por eles várias técnicas para implantar uma empresa agrícola concorrente no Caribe. Com o fim do monopólio, o preço do açúcar no mercado ficou relativamente baixo. A rentabilidade da empresa açucareira portuguesa estava se findando.
A formação das colônias americanas do hemisfério norte começa a representar uma verdadeira concorrência para o Brasil no que diz respeito ao mercado de produtos tropicais.  Esta colonização era baseada na pequena propriedade, que era entregue ao colono em troca de um pagamento feito com o fruto do trabalho do colono. A colonização na América do norte utilizava a mão-de-obra europeia; pessoas que, por possuírem condições precárias de vida, aceitavam trabalhar nas terras americanas por um determinado período em troca de trabalho e um pedaço de terra. Inicialmente, o desenvolvimento da América do Norte ocorreu de forma lenta, por causa da necessidade de encontrar artigos que pudessem ser produzidos em pequenas propriedades, fora o custo com transporte que era bastante elevado. Como era possível produzir nas colônias do norte alguns artigos como o café, algodão e principalmente o fumo, as perspectivas de mercado aumentaram, fazendo aumentar as riquezas provenientes do sucesso do negócio.
Com o crescimento do negócio do fumo, crescem as dificuldades relacionadas com a mão-de-obra europeia. Surge no mercado de produtos tropicais uma disputa entre a produção baseada em mão-de-obra escrava em larga escala e a produção com mão-de-obra europeia, baseada na pequena propriedade. A colonização antilhana começa a mudar de curso, visto que a ideia original era a colonização com base na pequena propriedade, fato que seria impossível caso a produção fosse açucareira. Com a expulsão definitiva dos holandeses no Nordeste Brasileiro, a economia antilhana mudou de rumo, visto que, os holandeses, preferiram colaborar com os colonos das terras da América do norte a ocupar novas terras. Em pouco tempo, tinha-se nas Antilhas uma economia açucareira com grandes proporções, aumentando a população de escravos africanos.
Ao retomar a Independência, Portugal procura aliar-se a uma grande potência que lhe permita viver como metrópole de uma colônia. Seus acordos com a Inglaterra vão mudar não somente a estrutura política e econômica de Portugal, mas também a do Brasil.
A segunda parte do livro aborda um pouco sobre a economia escravagista no mercado de produtos tropicais. Segundo Furtado, a escravidão desde o primeiro momento, foi para os colonos o melhor método para sustentar o trabalho colonial; para substituí-lo, seria necessário reorganizar os colonos em comunidades autossuficientes. Desde o início da colonização, as comunidades europeias já evidenciavam a importância da mão-de-obra nativa na instalação da empresa agrícola, através da captura de escravos indígenas. Os escravos africanos chegaram para expandir o negócio já instalado. A colônia açucareira se desenvolveu rapidamente depois da instalação da empresa, chegando a números extremamente favoráveis no final do século XVI. Porém, de acordo com o autor, a renda era bastante concentrada, chegando aos 90% do total dos lucros da produção do açúcar nas mãos dos donos de engenho e de plantações de cana.
De acordo com Furtado, na etapa inicial, o fundamental eram os equipamentos e a mão-de-obra. A inserção do negro africano veio apenas substituir outro com recrutamento mais incerto, o indígena.  Com a expansão da economia açucareira, geraram-se conflitos provocados pela entrada de animais em plantações, fazendo com que o próprio governo português proibisse a criação de gado no litoral, dando início ao surgimento de uma economia dependente na região nordestina.  As formas que assumem os dois sistemas da economia nordestina - o açucareiro e a pecuária, vão constituir elementos importantes na formação do que no séc. XX viria a ser a economia brasileira. 
A formação da população nordestina e a sua precária economia estão ligadas ao lento processo de decadência da grande empresa açucareira que foi o negócio colonial-agrícola mais rentável de todos os tempos.

3.      CONCLUSÃO

 Celso Furtado ao tentar explicar a história da formação econômica brasileira para os estrangeiros acabou explicando para os próprios brasileiros. Com uma linguagem simples e direta, Furtado consegue explicar  como se deu a formação econômica do Brasil no período colonial, mostrando as relações do Brasil com sua antiga metrópole, Portugal, e explicando também  um pouco da história das colonizações de outras áreas da América, como as regiões colonizadas pela Espanha.
Conhecer a história da produção no Brasil é importante para qualquer brasileiro, tendo em vista que todos devem conhecer as raízes dos problemas socioeconômicos assim como toda a história brasileira para uma melhor compreensão do presente.
































quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O que é a Taxa SELIC?

A Taxa Selic é também conhecida como taxa básica de juros da economia brasileira. É a menor taxa de juros da economia brasileira e serve de referência para a economia brasileira. Ela é usada nos empréstimos feitos entre os bancos e também nas aplicações feitas por estas instituições bancárias em títulos públicos federais.

A Selic é definida a cada 45 dias pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil).

Serve para definir o piso dos juros no país; é a partir da Selic que os bancos definem a remuneração de algumas aplicações financeiras feitas pelos clientes. A Selic também é usada como referência de juros para empréstimos e financiamentos. Vale ressaltar que a Taxa Selic não é a utilizada para empréstimos e financiamentos na ponta final (pessoas físicas e empresas). Os bancos tomam dinheiro emprestado pela Taxa Selic, porém ao emprestar para seus clientes a taxa de juros bancários é muito maior. Isto ocorre, pois os bancos embutem seu lucro, custos operacionais e riscos de não obter de volta o valor emprestado.


A Taxa Selic é um importante instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando está alta, ela favorece a queda da inflação, pois desestimula o consumo, já que os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos. Por outro lado, quando está baixa, ela favorece o consumo, pois tomar dinheiro emprestado ou fazer financiamentos fica mais barato, já que os juros cobrados nestas operações ficam menores.

Quando a Taxa Selic está muito alta, o valor do dólar tende a diminuir no país. Isso ocorre, pois muitos investidores externos fazem aplicações no Brasil atreladas aos juros. Entrando e circulando mais dólares na economia brasileira, esta moeda se desvaloriza, enquanto o real ganha força.

Como a alta da Selic encarece os financiamentos e aumenta os juros cobrados em cartões de crédito, fica mais caro comprar de forma parcelada. Logo, a Selic alta desestimula o consumo, reduzindo a venda de mercadorias e serviços. As empresas brasileiras e os consumidores acabam sendo prejudicados com este fator.

Quanto maior a taxa Selic, maior é o rendimento da poupança, pois esta taxa de juros é usada na definição deste tipo de aplicação financeira.

Um cenário econômico com a  Taxa Selic alta não é favorável para a Bolsa de Valores. Isso ocorre, pois com a queda no consumo, cai também a produção e o lucro das empresas que possuem ações na Bolsa. Neste cenário, muitos investidores preferem fazer aplicações financeiras em produtos atrelados a juros (fundos de renda fixa, por exemplo), deixando de investir em ações onde o risco é maior.

sábado, 23 de novembro de 2013

Mix do Marketing


Introdução:


O Marketing possui como característica a satisfação de uma necessidade ou desejo percebido na sociedade, através da promoção e distribuição de produtos ou serviços que tragam algum valor para o seu público-alvo.

Para que uma oferta seja bem sucedida, torna-se necessário o uso de ferramentas que capturem o que de fato, traz satisfação para o consumidor/cliente, sem negligenciar a estrutura da organização ofertante; para que o gestor tome decisões sobre qual produto ofertar, a qual preço e como será distribuído e divulgado, é vital que se faça uso do chamado Mix do Marketing ou também chamado “4P”s: conjunto de elementos que contribuem para o posicionamento de uma organização no mercado; formado pelo produto (product), preço (price), praça (place) e promoção (promotion), o Mix do marketing auxilia o gestor na tomada de decisões, contribuindo para o alcance dos objetivos do marketing de uma organização.


Produto:

O produto pode ser definido, de acordo com Filipe Sobral (2013), como qualquer coisa que possa ser ofertada no mercado para aquisição, uso ou consumo, que traga satisfação de necessidades ou desejos do consumidor/cliente; não diz respeito apenas a objetos físicos, mas também a eventos, serviços, informações, ou seja, tudo aquilo que possa vir a satisfazer uma necessidade ou desejo. É considerado o elemento central do marketing, já que todas as informações sobre preços, distribuição e comunicação serão contempladas após a identificação de qual produto ofertar ao público que se pretende atingir.

O produto está relacionado com os benefícios que serão obtidos pelo cliente através do processo de compra; estes benefícios podem ser categorizados da seguinte forma:

1.      Benefícios funcionais: dizem respeito às funções específicas do produto; é esperado pelo consumidor, por exemplo, que um automóvel funcione corretamente após a compra.
2.      Benefícios sociais: referem-se ao status promovido pela compra de determinado produto, como a aquisição de uma camisa de uma marca famosa.
3.      Benefícios psicológicos: correspondem as necessidades pessoais satisfeitas com determinados produtos; um exemplo a ser dado seria a compra de livros de autoajuda, que possuem a função de motivar o leitor.

Geralmente, o consumidor procura satisfazer mais de uma necessidade através da aquisição de um produto que lhe proporcione mais de um benefício. Com base nisto, tem-se que o produto, de acordo com as necessidades e benefícios esperados pelo consumidor, pode ser:

1.      Produto Básico: produto que proporciona apenas o benefício funcional, sem adicionais, como uma água mineral normal.
2.      Produto Esperado: produto acoplado a benefícios que o consumidor espera com a compra; seriam os atributos que o consumidor espera de um produto, como a compra de um automóvel que seja confortável e seguro.
3.      Produto Ampliado: produto com adicionais que oferecem outros benefícios ao consumidor, como a linha de água mineral da marca Aquarius, que possui sabor de frutas. Outro exemplo é o iogurte da marca Activia; após ter seu foco no benefício funcional, que era o de regular o intestino, atualmente, a marca volta-se para outro aspecto, o sabor, agregando um adicional e passando a ser um produto ampliado.
4.      Produto Potencial: refere-se ao que o produto pode vir a ser no futuro. Neste nível se desenvolvem pesquisas que possam diferenciar o produto e surpreender o cliente; é bastante comum no ramo da informática.


Desta forma, ao formular políticas voltadas para o produto, torna-se importante, que em primeiro lugar, sejam reconhecidas pelo gestor as necessidades funcionais que devem ser satisfeitas pelo produto; logo após, deve-se verificar se o produto é adequado aos seus consumidores, assim como os benefícios que poderão ser adicionados ao produto, de forma a surpreender o cliente e manter a competitividade no mercado.

O gestor deve também estar apto para gerenciar o ciclo de um produto; de acordo com Filipe Sobral (2013) e com o SEBRAE, o produto passa por 5 fases, que serão vistas a seguir:


1.              Concepção: fase de desenvolvimento de um novo produto.

2.              Introdução: inserção do produto no mercado, com crescimento lento das vendas em função das despesas incorridas e pagas para a introdução do produto.

3.              Crescimento: crescimento nas vendas do produto por causa de sua aceitação no mercado.

4.              Maturidade: período com diminuição do crescimento das vendas, quando a maioria dos clientes potenciais já foi conquistada e quando há aumento da concorrência.

5.              Declínio: queda das vendas do produto e diminuição dos lucros.



Praça:

O conceito de praça relaciona-se a distribuição do produto no mercado; compreende políticas sobre entrega de produto, quantidade correta a ser entregue, momento e local certo de distribuição, dentre outros processos.   

O gestor de marketing deve levar em consideração quais os canais que serão utilizados para distribuir o produto no mercado, visto que estas decisões são difíceis de serem alteradas em virtude do alto investimento e dos contratos realizados em longo prazo. Devem ser analisados também pelo gestor, processos de transporte do produto, nível de estoque, armazenagem e a localização geográfica dos pontos de venda.
Com relação aos canais de distribuição, o gestor deverá escolher qual o tipo de canal a ser utilizado; são vários os sistemas usados pelas organizações para distribuírem o produto no mercado, como através de consultores ou representantes (Natura), franquias (McDonald’s), vendas on-line pelo site da organização, entre outros. Optar por canais próprios significa elevado investimento financeiro, entretanto, há maior controle na distribuição do produto e qualidade nas informações a respeito dos clientes.    

Logo após a escolha do canal de distribuição, deve ser definida a intensidade da distribuição do produto, que se refere à quantidade de pontos de venda e sua localização geográfica; o gestor pode optar por uma distribuição exclusiva (um único distribuidor na região), intensiva (maior número possível de revendedores, procurando maximizar sua cobertura no mercado) ou seletiva (número limitado de distribuidores).



Promoção:

 É um conjunto de políticas voltadas para a comunicação da organização com seus consumidores; é chamado de promoção, pois possui o objetivo de promover os produtos da empresa e de convencer o consumidor a adquirir um produto.


A comunicação na organização deve ser entendida como um processo que primeiramente, busca identificar o público-alvo a que se dirige, pois isso afetará as decisões sobre o que, como, quando, onde e quem deverá estabelecer a comunicação com os clientes; logo após, deve ser definido o objetivo que se pretende atingir com a organização, sempre acompanhando a reação do mercado. Após isto, seleciona-se o tipo de mensagem que será transmitido, assim como os argumentos que deverão estar presentes no conteúdo da mensagem. Em seguida, deve-se realizar um orçamento da comunicação que será feita com base nas discussões feitas entre as áreas funcionais, como finanças e marketing. Por fim, busca-se o controle e a avaliação dos resultados, que objetiva observar possíveis falhas e evitar erros maiores no futuro.


Principais ferramentas de promoção:


1.              Publicidade: apresentação de mensagens e anúncios de forma unilateral e impessoal, que possui o objetivo de informar ou persuadir o consumidor a respeito de determinado produto ou serviço.

2.              Promoção de Vendas: ferramentas que desenvolvem e aceleram as vendas de um produto utilizando incentivos que estimulam as vendas, como cupons, amostras grátis, e descontos.

3.              Venda Direta: comunicação oral e direta com o consumidor que permite maior interação e pessoalidade nos argumentos de venda.

4.              Relações Públicas: construção de relações com os públicos com o qual a organização interage, através da divulgação das atividades da empresa, construindo desta forma uma boa imagem organizacional

Outra forma bastante útil de divulgação de produtos é o chamado boca a boca, uma forma de comunicação que consiste na proliferação de opiniões pessoais a cerca de um determinado produto no mercado.  Quando o produto é considerado bom, tende a ser comentado entre as pessoas, aumentando suas vendas; o contrário também tende a acontecer caso o produto ou serviço seja considerado ruim.



Preço:


O preço é o montante de dinheiro que será pago pelo cliente por um produto ou serviço; é o único elemento do Mix do marketing que gera receita.  O Estabelecimento do preço de um produto é uma tarefa complexa que envolve conhecimentos da rentabilidade da empresa; qualquer decisão sobre o preço irá afetar a imagem de um produto no mercado e tem impacto na decisão do consumidor sobre comprar ou não o produto.  


Algumas empresas são forçadas a adotar o preço que o mercado estabelece (empresas “price takers”) por causa da impossibilidade de adotar um preço diferenciado (empresas típicas da concorrência perfeita), enquanto outras possuem liberdade de estabelecerem seus próprios preços (empresas “price makers”).

Para definir o preço de um produto, devem-se considerar, além da estrutura de mercado, os custos de produção, os objetivos da empresa, o valor percebido pelo cliente (expectativa do consumidor quanto aos benefícios versus seu custo de aquisição), entre outros.  O Gestor deve ter a habilidade de gerenciar os preços de um produto em longo prazo; alterações nos preços devem ser feitas com cautela, principalmente as de redução, visto que podem originar guerra de preços entre as empresas.



Conclusões:


A eficácia do Mix do marketing irá depender da sincronização de todos os elementos do composto; as estratégias dos 4P’s devem ser definidas de forma integral. Não seria eficaz, por exemplo, distribuir um produto que não fora devidamente comunicado ou ofertar um ótimo produto que não possui um preço bem ajustado. É necessária uma integração de todos os elementos para que o marketing de uma organização, de fato, possua êxito no cumprimento dos seus objetivos.





Bibliografia:

SEBRAE. Ciclo de vida de um produto. Disponível em:                                                    <  http://www.sebrae.com.br/customizado/acesso-a-mercados/melhore-seus-produtos/gestao-de-produtos/258-ciclo-de-vida-do-produto/BIA_258>. Acesso em: 23 de Nov. de 2013, ás 21 horas e 23min.

SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: Teoria e prática no contexto brasileiro. 2º ed. São Paulo: Person Education, 2013, capítulo 10.

BRUNI, Adriano Leal; UFBA, Empresa Júnior ADM. Manual do Empreendedor. 1º ed. Salvador: Infinita, 2012, capítulo 4.




terça-feira, 29 de outubro de 2013

Administração Científica

A Administração Científica constitui-se como a primeira tentativa de criar uma teoria para a administração; possui como origem o crescimento acelerado e desorganizado das indústrias após a revolução industrial, fase marcada pelo empirismo e improviso no trabalho, muitas perdas na produção, decisões mal planejadas, além da falta de padronização nos métodos de trabalho e a falta de produtividade, afetando assim a eficiência nos processos e a eficácia organizacional.

Esta teoria possui como expoente o engenheiro Frederick Taylor, que ao analisar o chão de fábrica de uma indústria, percebeu que havia uma grande diversidade nos métodos de trabalho e nos instrumentos operacionais, levando a uma menor produção diária. Taylor percebeu também que os operários não sabiam como realizar as tarefas da forma mais apropriada, executando assim, uma quantidade desnecessária de movimento e de tempo, deixando de produzir mais peças.

Foi desenvolvido então, um estudo baseado em métodos típicos das ciências naturais, como a observação e a mensuração, no qual Taylor e mais um grupo de engenheiros observavam o trabalho dos operários e o tempo gasto no serviço; os movimentos que eram considerados desnecessários ou que causavam fatiga (redutor da eficiência) eram eliminados, assim como o tempo que era despedido sem precisão. Formava-se assim, o estudo dos tempos e movimentos, que mais á frente, irá gerar a ORT - organização racional de trabalho, que se caracteriza pela padronização de instrumentos e técnicas de trabalho, incentivos salariais, especialização do trabalho, desenho de cargos e tarefas, etc.

Esta teoria é bastante criticada por enxergar no operário um ser mesquinho, movido apenas ás questões econômicas, materiais e financeiras ("homo economicus"), além de super especializá-lo nas tarefas, tornando o trabalho mecânico. A Administração Científica possui também uma abordagem prescritiva e normativa, com ênfase apenas na indústria, não possuindo comprovação científica.

> ênfase nas tarefas; " de baixo para cima"

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Noções básicas sobre Marketing

Introdução:

O mercado atual se caracteriza por uma intensa competição entre as organizações, de forma que todas elas buscam atrair, da melhor forma, o olhar da sociedade; não basta apenas produzir bons produtos ou serviços; torna-se fundamental produzir bens ou serviços que satisfaçam as necessidades identificadas no mercado; é necessário conhecer o cliente/consumidor e planejar da melhor forma como conquista-lo. Ter conhecimentos da área do marketing torna-se então o grande diferencial que poderá levar uma organização á frente das demais ou não. 



1. Conceitos:

O Termo “Marketing” pode receber inúmeras definições diferentes, de acordo com a percepção de um determinado autor; de acordo com Phillip Kotler (2006), o marketing é um “processo social por meio do qual as pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”.  Para Michael J. Etzel (2001), “é um sistema total de atividades de negócios, desenvolvido para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos dos mercados-alvo e atingir objetivos organizacionais”. Na concepção de Filipe Sobral e Alketa Peci (2013), o marketing é “o processo de planejar e executar o desenvolvimento, o preço, a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços, para criar e trocar valor com os clientes”.

Pode-se então concluir, que o Marketing é o processo que identifica as necessidades dos membros de um grupo e as transforma em produtos e/ou serviços que irão trazer satisfação e valor para o cliente ou consumidor, que por sua vez, responderá ás ofertas de acordo com sua renda e preferências.


2. Histórico:

Inicialmente, as estratégias das organizações baseavam-se na produção; não havia preocupação com os clientes e suas especificidades, pois com o excesso da demanda, tudo o que era produzido, era absorvido pelo mercado. Um grande exemplo a ser citado, é a proposta de Henry Ford, produtor automobilístico, com o seu modelo de carro, o famoso modelo T. Através da frase “posso produzir carros de qualquer cor, desde que sejam pretos”, percebe-se que a palavra de ordem na época não era a diferenciação. Como o modelo T atingiu uma marca de carros produzidos espetacular (dez milhões de automóveis), não tinha necessidade de produzir carros diferentes para serem ofertados aos consumidores. A preocupação estava em aumentar a quantidade de carros produzidos, ou seja, no aumento da eficiência nas organizações. Com o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, as organizações possuíam um aparato tecnológico mais desenvolvido, de forma que a produtividade foi bastante elevada, criando uma relação desproporcional entre oferta e demanda; como muitas organizações estavam produzindo, havia um excesso na oferta que possibilitava ao consumidor o direito de escolher. Não havia mais sentido produzir em massa sem levar em consideração o poder do cliente, visto que havia o risco de perder a competitividade e entrar em decadência. Nasce então, um novo momento para o marketing, em que as estratégias deixam seu foco no produto e passam a serem orientadas com base no cliente. A orientação atual do mercado coloca o cliente no centro da organização, buscando através de pesquisas de mercado, identificar as necessidades expostas ou não na sociedade. Vários produtos e serviços são desenvolvidos de forma a satisfazer esses anseios, levando em consideração o público-alvo da organização, a forma como serões promovidos esses bens e serviços e principalmente o tempo, que de acordo com Sobral (2013)“sofistica a necessidade”.


3. Aplicabilidade:

O marketing pode ser aplicado em qualquer tipo de organização que deseje manter sua competitividade no mercado ou que deseje influenciar a sociedade. A aplicação mais perceptível das estratégias do marketing encontra-se na venda de bens tangíveis ou produtos, como alimentos e eletrodomésticos, ou na venda de serviços, como os das empresas aéreas. Outro negócio em que são encontradas técnicas do marketing é o de promoção de pessoas; várias celebridades atualmente contam com uma equipe bem qualificada que as auxiliam na sua promoção como artista. Encontram-se também as estratégias do marketing:

- Na política, com o objetivo de influenciar ideias e ações quanto ás atividades governamentais, como os comerciais de divulgação do andamento das obras públicas;

- Na cultura, através da divulgação de ações esportivas, científicas ou educacionais, como as campanhas para o evento musical Rock In Rio;

- Na promoção de lugares, como estados e cidades, com o objetivo de aumentar o turismo e fortalecer a economia;

- Na construção de uma imagem positiva de uma determinada organização á sociedade;

- Na comercialização de informações, através de livros, faculdades, escolas, entre outras, mediante um determinado preço (tem-se aqui a noção de informação como “produto”).



4. Características:


O estudo do marketing se caracteriza nas organizações pelos seguintes fatores:

- Análise do ambiente em que a organização está inserida, através do estudo do público-alvo da organização e da identificação de suas necessidades e desejos, assim como possíveis ameaças á aquisição de seus produtos e/ou serviços, através de uma pesquisa de mercado; análise da concorrência e de suas estratégias e objetivos, assim como a estrutura de mercado competitivo em que a organização se insere; ambiente interno da organização, verificando seus pontos fortes e fracos, seus recursos disponíveis e seus objetivos.

- Segmentação de mercado: ocorre quando a organização, dentro do seu setor de atuação, identifica potenciais consumidores e os divide de acordo com suas características e comportamentos. O objetivo é alcançar os consumidores e satisfazer suas necessidades de acordo com os seus segmentos.

- Seleção do mercado-alvo: avaliação dos segmentos de mercado e escolha do público que a organização deseja servir. 

- Posicionamento do Marketing: modo como a oferta da organização será diferenciada na mente dos seus clientes em relação á concorrência. É como a empresa quer ser vista no mercado. Quem realmente define o posicionamento de uma organização são os receptores da organização, os clientes.

- Composto do Marketing: conjunto de ferramentas que a empresa utiliza para satisfazer a demanda do mercado. Conhecido como “4Ps do Marketing”, este composto é formado por: preço, produto, promoção (divulgação) e praça (distribuição). O preço refere-se ao volume que será cobrado por um produto ou serviço; envolve decisões como formas de pagamento, financiamento, preço de venda, etc. O produto é aquilo que será ofertado no mercado para satisfazer uma necessidade ou desejo; suas políticas incluem o design, rótulo, qualidade e garantias que o acompanharão. A promoção refere-se às estratégias utilizadas para vender o produto; a todas as formas de comunicação que serão utilizadas para criar um contato como cliente. Por fim, a praça envolve todos os meios de distribuição do produto no mercado; os postos de vendas.



5. Outros conceitos importantes para o estudo do marketing:


- Mercado: conjunto de compradores e vendedores que efetuam transações mediante um produto ou serviço.

- Nicho: porção específica de um mercado, com necessidades e hábitos específicos.

- Cliente: aquele que paga pelo produto, mas que não necessariamente o consome.

- Consumidor: aquele que consome o produto, mas que não necessariamente paga pelo produto.

- Necessidade: requisito humano básico, como fome e sede.

- Desejo: “necessidade” direcionada a objetos específicos que possa satisfazê-la.

- Troca: obtenção de um produto desejado de alguém oferendo algo em troca.

- Transação: troca de valores entre duas ou mais partes.

- Valor: aquilo que atende as necessidades físicas e emocionais do cliente.



Bibliografia:

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: a Bíblia do Marketing. 12ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006. (confirmar dados)

SERRANO, Daniel Portillo. Portal do Marketing. Disponível em: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/O_que_e_marketing.htm>. Acesso em: 21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 21min.

RAMOS, Rogério. Definições de Marketing. Disponível em:                                                    < http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-marketing/>. Acesso em:  21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 23min.

SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: Teoria e prática no contexto brasileiro. 2º ed. São Paulo: Person Education, 2013, capítulo 10.

BRUNI, Adriano Leal; UFBA, Empresa Júnior ADM. Manual do Empreendedor. 1º ed. Salvador: Infinita, 2012, capítulo 4.



Resumo elaborado por: Mary Angela Matos de Souza






sábado, 26 de outubro de 2013

MELHORANDO O CULTO JOVEM/ADOLESCENTE


1º - Definindo o alvo – Focalize os jovens e adolescentes especificamente no planejamento das atividades. Muitos líderes reclamam que os cultos da mocidade estão vazios, mas, na realidade, quando divulgam o evento e convidam toda a igreja, acabam realizando um culto no sábado igual ao culto de domingo. É melhor ter poucos, mas ter um foco específico de evangelização. Jovem traz jovem, adolescente traz adolescente. Logo o crescimento acontecerá, se objetivarmos o nosso alvo.
2º - Mude a rotina – Não precisamos necessariamente ter aquela liturgia específica, como: oração inicial; leitura bíblica; 30 minutos de louvor; 40 minutos de pregação; oração final. Podemos mudar essa rotina: iniciamos com uma dinâmica de “quebra-gelo”; duas canções de louvor animadas; música-solo com as pessoas sentadas; duas canções de adoração; leitura e explicação da Bíblia; um clip reflexivo; oração; e, finalmente, uma canção alegre para encerrar. Além de mudarmos a liturgia, também podemos fazer programações diferentes: cultos temáticos, entrevistas, debates bíblicos, discussão de filmes, etc.
3º - Troque os bancos pelas cadeiras – Ao invés dos bancos comumente usados na igreja, podemos usar cadeiras; ao invés de fileiras, podemos organizar um círculo. Quando se trabalha com um pequeno grupo, é melhor fazer um círculo, pois temos um ambiente mais participativo. No domingo, geralmente não se permite fazer quaisquer perguntas, ou não são abertas possibilidades de alguns dos presentes tirarem suas dúvidas. No culto jovem, ao contrário, é possível abrir um espaço para que isso seja feito.
4º - Às vezes, saia do templo – Muitos dirigentes não saem do templo devido ao conforto e às facilidades eletrônicas, como os microfones e as caixas de som. Jovens e adolescentes gostam de mudança de ambiente. Podemos fazer o culto ao ar livre, na praça ou na rua. 
5º - Use dinâmicas – A psicologia pode nos ajudar em relação a dinâmicas de grupo. Podemos iniciar com um quebra-gelo e, assim, animarmos a “galera” desde o início. Também existem dinâmicas apropriadas para temas variados. Vale a pena investir tempo e estudar o assunto.
6º - Use recursos áudio visuais – É indiscutível a importância do data-show na atualidade. Podemos utilizá-lo para apresentar clips, fotos, filmes, letras de músicas, power-point das pregações com imagens ilustrativas,etc.

(Artigo publicado em "O Estandarte")

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Conceitos de Marketing


O Termo “Marketing” pode receber inúmeras definições diferentes, de acordo com a percepção de um determinado autor; de acordo com Phillip Kotler (2006), o marketing é um “processo social por meio do qual as pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”.  Para Michael J.ETZEL (2001), “é um sistema total de atividades de negócios desenvolvidas para planejar, dar preço, promover e distribuir produtos que satisfaçam os desejos dos mercados-alvo e atingir objetivos organizacionais”. 

Pode ser considerado ainda como “uma atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, distribuir e efetuar a troca de ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e a sociedade como um todo”. (American Marketing Association – AMA, 2008).

Podemos então concluir que o Marketing é um processo que identifica as necessidades dos membros de um grupo e as transforma em produtos e/ou serviços que irão trazer satisfação e valor para o cliente ou consumidor, que por sua vez, responderá ás ofertas de acordo com sua renda e preferências.


Bibliografia:

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: a Bíblia do Marketing. 12ª ed. São Paulo: Prentice Hall, 2006. (confirmar dados)
SERRANO, Daniel Portillo. Portal do Marketing. Disponível em: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/O_que_e_marketing.htm>. Acesso em: 21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 21min.

RAMOS, Rogério. Definições de Marketing. Disponível em:                                                    < http://www.infoescola.com/administracao_/definicoes-de-marketing/>. Acesso em:  21 de Out. de 2013, ás 19 horas e 23min. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Esperar...

Eu sei que teus planos para mim são os melhores..
Eu sei que teus pensamentos sobre mim são maiores do que pensei...
Eu sei que tudo que tu fazes é para o meu bem...
Eu sei que tudo tu tens planejado para mim..

Mas é difícil esperar o teu tempo..
É difícil esperar a concretização de tuas promessas...
É difícil ver o tempo passar...



É difícil esperar a realização dos sonhos...
É difícil aquietar as ansiedades do meu coração...
É difícil...

Mas sei que Tudo tu podes,
Bem sei que devo esperar em Ti..
Ainda que se passem anos, nada pode ser igualado áquilo que tens para meu futuro.

Me ajuda a lançar minhas ansiedades,
A sair do controle da minha vida e entregar somente para Ti...
Aquieta meu coração Oh Deus, para que eu não me precipite...
Aquieta meus pensamentos, para que eu não me machuque comigo mesma...
Me ajuda a esperar o teu tempo para a minha vida...


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O que é Mark Up?


* Retirado de um Blog:

Mark Up é um índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço  para a formação do preço de venda, baseado na ideia de cost plus pricing oupreço margem; que consiste basicamente em somar-se ao custo unitário do produto ou serviço uma margem de lucro para obter-se o preço de venda.

Como calcular o Mark Up ?

O preço deve ser suficiente para cobrir todos os custos, despesas e impostos e no final gerar um lucro na venda para manter a empresa ativa, desta forma podemos simplificar a estrutura do mark-up onde o preço e igual a somatória de todos os elementos inclusive o lucro desejado.
(+) Custos
(+) Despesas
(+) Impostos
(+) Lucro
(=) Preço de venda

Vamos ver no exemplo abaixo utilizando números e mostrar como calcular um preço de venda utilizando o mark-up divisor e multiplicador.
Ex 01: Suponhamos que você paga hoje R$ 1,00 (Custo) no quilo da chapa de aço, o ICMS é de 18%, PIS e COFINS 4,65%, comissão do vendedor 2,5%, despesas administrativas 6%  e seu lucro desejado ante o imposto de 20%.

 Estrutura:
 Preço de venda (PV) = 100,00%
 ICMS na venda = 18,00%
 Pis e Cofins = 4,65%
 Comissões = 2,50%
 Depesas Adm = 6,00%
 Lucro antes dos impostos = 20,00%
 Total (CTV)- Custo Total Venda = 51,15%
MKD = (PV – CTV) / 100
MKD = (100 – 51,15) / 100
MKD = 48,85 / 100
MKD = 0,4885

Se utilizamos o índice Mark up divisor seria o custo de R$ 1,00 / 0,4885=  R$ 2,05 o preço do quilo para garantir o pagamento de todos os custos, impostos e gerar um lucro de 20%.

Formula Mark up Multiplicador:
MKM = 1 / MKD
MKM = 1 / 0,4885
MKM = 2,047708 ou 2,05

Se utilizarmos este índice Mark up multiplicador o custo seria R$ 1,00 X 2,05 = R$ 2,05  o quilo ou seja chegamos também no mesmo valor usando esta formula.
Confirme na tabela abaixo a estrutura onde foi aplicado o Mark-UP de 2,05 que é suficiente para gerar lucro de 20% sobre a venda.

Demonstração do Resultado:
Preço de Venda (PV) R$ 2,05 100%
(-) Custos Aquisição Chapa (R$ 1,00) (48,85%)
(-) ICMS (R$ 0,37) (18%)
(-) Pis e Cofins (R$ 0,09) (4,65%)
(-)Comissões (R$ 0,05) (2,5%)
(-) Despesa Adm (R$ 0,13) (6 %)
= Lucro R$ 0,41 (20 % )

Lucro de 20% sobre o preço de venda de R$ 2,05, igual a R$ 0,41, que representa 41% sobre o preço de custo e não 104% sobre a venda.
Veja:
= 0,41 / 2005 x 100
= 0,20 x 100
= 20% Lucro

Sabendo que o Mark-UP multiplicador é de 2,05 na aquisição de um produto onde se manter os mesmo impostos e despesas e se deseja gerar um lucro de 20% basta pegar o custo do produto e multiplicar por este índice de 2,05.
EX 02: Vamos ver outro exemplo na compra de um determinado Tubo de aço.
Custo Kg  R$ 6,00
MKM = 2,05
PV = R$ 12,2825 

Demonstração do Resultado:
Preço de Venda (PV) R$ 12,2825 100%
(-) Custos Aquisição Chapa (R$ 6,00) (48,85%)
(-) ICMS (R$ 2,21) (18%)
(-) Pis e Cofins (R$ 0,57) (4,65%)
(-)Comissões (R$ 0,30) (2,5%)
(-) Despesa Adm (R$ 0,73) (6 %)
= Lucro R$ 2,4725 (20 % )
Lucro de 20% sobre o preço de venda de R$ 12,2825, igual a R$ 2,4725 
= 2,4725 / ?12,2825  x 100
= 0,201 x 100
= 20% Lucro

Agora que você já sabe o que é mark up busque aprender com seu contador os impostos incidentes, despesas variáveis. Leia sobre Inteligência Competitiva para levantar dados de preços praticados no mercado, pois, de nada adianta fazer os cálculos praticando uma margem que deixa o seu produto com preço muito acima do que é ofertado pelo seu concorrente ou abaixo que possa te dar prejuízo.

Mark-up



Retirado de um Blog:

Preço: margem x markup
" Na formação de preços no varejo, é muito comum enganos e confusões acerca dos métodos de cálculo do Markup e da Margem Bruta. Pensando nisso procurei criar um exemplo simples e prático que clareasse o uso desses dois métodos.
A principal diferença entre os métodos de cálculo reside no fato de que o markup é multiplicado pelo custo e a margem bruta é uma parcela do preço. Quem não percebe isso sempre pergunta porque a margem bruta não pode ser maior que 100%. E a resposta é óbvia para quem observa os dois métodos. Observe a tabela e as fórmulas abaixo e tire suas conclusões também.

Comparação entre as duas abordagens básicas de cálculo de preço para o varejo:
Preço
250,00
100%
Custo
200,00
80%
(200/250)
Margem Bruta
50,00
20%
(50/250)
Markup
1,25
(250/200)
.
Método do MARKUP

O markup é um multiplicador do custo.
Fórmula
Se a relação entre preço e custo é normalmente constante, pode-se usar o markup, pois sua vantagem está na sua simplicidade de cálculo:
> Markup = Preco / Custo = 250 / 200 = 1,25
Agora é só multiplicar o custo por este índice de acréscimo:
> Preço = Custo x Markup = 200 x 1,25 = 250
Importante: Pode-se perceber pela fórmula que o preço pode ser muitas vezes superior ao custo, portanto o markup pode ter um índice superior a 2, isto é, duas vezes ou mais que o custo.
Método da MARGEM BRUTA
A margem bruta é um percentual (uma parte) do preço. A outra parte do preço é o custo.
Fórmula simples
A vantagem do uso da margem para o cálculo do preço, reside na relação que este método estabelece com o ganho e não com o custo. Isto permite projetar (prever) um ganho para cada produto e consequentemente para a empresa.
> Margem = Preço – Custo = 250 – 200 = R$ 50,00 (moeda)
> Margem = (Preço – Custo) / Preço = (250 – 200) / 250 = 0,2 (decimal)
> Margem = (Preço – Custo) / Preço * 100 = (250 – 200) / 250 * 100 = 20% (percentual)
Se os valores da margem e do preço estão disponíveis pode-se calcular o custo:
> Custo = Preço – (Margem x Preço) = 250 – (0,2 x 250) = 200
Mas como normalmente tem-se apenas os valores do custo e da margem, e não o preço, um modo prático de calcular o preço pelo método da margem é simplesmente dividir o custo pelo complemento da margem em decimal:
> Preço = Custo / (1 – Margem) = 200 / (1 – 0,2) = 200 / 0,8 = 250
Importante: Pode-se perceber pela fórmula que como o custo e a margem estão dentro do preço, a margem SEMPRE será menor que 100%.
Pode-se detalhar ainda mais a fórmula da margem bruta usando a fórmula CLD abaixo, que decompõe a margem bruta nos seus diversos fatores (em decimal). Além de cobrir os impostos e despesas sobre a venda, a margem deve contribuir para cobrir parte da despesa operacional total da empresa e ainda gerar um lucro para a empresa.
> Preço = 200 / (1 – 0,05 – 0,10 – 0,05) = 200 / 0,8 = 250
Fórmula CLD
Onde:
Custo = valor de aquisição – impostos creditados + frete pago
DO = despesa mensal sobre a receita mensal (DO=10.000/100.000=0,10).
Impostos = soma dos impostos sobre a venda (decimal)
Para concluir, vou relatar por meio de uma pergunta, os erros mais comuns. A confusão é obvia mas como acontece muito e vale relatar:
“Se tenho um produto que custa 100 reais e coloco uma margem em cima de 20%, resulta 120 reais, então meu lucro é de 20%. Certo?”
Não! Tá tudo errado!
1º – Não é margem em cima, é markup. O custo será multiplicado por um marcador de 1,2. R$100,00 x 1,2 = R$120,00.
2º – Agora fazendo o contrário. Do preço de R$120,00, quanto representa o ganho de R$20,00? 20 / 120 = 16,666%, ou seja, R$20,00 é 16,67% de R$120,00. Porque 100 é o custo e 120 é o preço. O que queremos saber é a margem do preço e não do custo.
3º – Calculando o preço pelo método da margem ficaria assim,  .
Então, para esses valores, custo=100 e preço=120, o marcador (markup) é 1,2 e a margem é 16,666%.

Esperamos ter auxiliado. Preços justos e boas vendas!"

Todos nós já fizemos um dia: Projetos

O que são projetos? Segundo o PMBOK, o guia do gerenciamento de projetos, um “projeto é um esforço temporário empreendido para cria...